sexta-feira, 15 de junho de 2007

Xantelasma

Sinais e sintomas

Xantelasma se apresenta clinicamente como placas amareladas ovais ou alongadas logo abaixo da pele da região periorbital. Mais comumente, na região medial da região periorbital superior, embora também encontradas na região inferior, são geralmente simétricas na apresentação. A inspeção e o palpação podem revelar uma textura macia, semi-sólida, ou calcificada.
Os pacientes com xantelasma estão tipicamente na quinta década de vida , e as mulheres são afetadas quase duas vezes mais frequentemente que os homens, e negros são tão afetados quanto brancos. Os pacientes com xantelasma podem vir ao consultório por uma queixa cosmética, ou ser diagnosticados na consulta rotineira. As lesões não tem sinais flogísticos e não há nenhuma tendência para o malignização, embora possam ampliar e/ou coalescer com o tempo. Em exemplos muito raros, os xantelasmas anormalmente grandes podem interferir com a função palpebral, causando ptose ou lagoftalmo.

Patofisiologia

O xantelasma representa um forma comum de xantoma, um depósito cutâneo de materiais gordurosos. Este termo é derivado do grego xantos (amarelo) e do elasma (placa).
Embora uma ligação fosse sugerida entre o xantelasma e o hiperlipidemia, apenas a metade dos pacientes demonstram níveis de lipidídios séricos elevados. Entretanto, indivíduos mais novos com xantelasma têm uma probabilidade proporcionalmente maior de hiperlipidemia e hipercolesterolemia que indivíduos mais velhos.

Conduta

Na maioria de casos, o xantelasma é diagnosticado apenas pela aparência clínica, embora as apresentações atípicas possam alertar o clínico para obter um biópsia. Testes laboratoriais de lipídios séricos também são recomendados.Quando o xantelasma for essencialmente benigno, alguns pacientes consideram a circunstância cosmeticamente inaceitável, e decidem pela remoção.
As modalidades de tratamento são numerosos, e incluem opções diversas como:
1-Uso de agentes de quimiocalterização, tais como o ácido tricloracético;
2-Electrodissecação;
3-Crioterapia;
4-Ablação por laser do CO2 ou do argônio; ou
5-Excisão cirúrgica. A formação de cicatriz e as mudanças pigmentares são as complicações mais comuns do laser. A calterização química e a excisão cirúrgica tendem a produzir resultados melhores com menos risco de cicatriz subsequente.

Pontos fundamentais

Quando nós constatarmos que o xantelasma é uma indicação de níveis de lipídios anormais, é importante saber que outras disordens metabolicas podem conduzir a este quadro laboratorial, particularmente diabetes e cirrose hepáticas. Consequentemente, é apropriado testar não somente um perfil do lipídico, mas também uma glicemia de jejum e os testes de função hepática. Os pacientes devem estar cientes que, apesar do tratamento local eficaz para o xantelasma, as recidivas ocorrem frequentemente.Embora a modificação dietética e as medicações para reduzir a hiperlipidemia possam ser benéficas para outras comorbidades, não há nenhuma evidência que tenham alguma função na aperência ou evolução do xantelasma.

Dermatite Atópica

A dermatite atópica ou eczema atópico é uma afecção de pele muito comum, idiopática e que está freqüentemente associada à asma, febre do feno e indivíduos que têm familiares com essas doenças.

Sinais e Sintomas

Espessamento, descamação e fissuras em ambas as pálpebras superiores . Irritação crônica e prurido da área afetada. O envolvimento da pálpebra na dermatite atópica é relativamente infreqüente, mas quando ocorre, está sempre associado a lesões de pele mais generalizadas eacomete preferencialmente adultos.

Tratamento

1-Emolientes, como cremes oleosos que ajudam a hidratar a pele, evitando sabonetes agressivos, banhos quentes ou, até mesmo, o esfregar vigoroso da toalha.
2-Uso criterioso de esteróides tópicos suaves como hidrocortisona a l%.
3-A infecção secundária é comum e pode requerer terapia antibiótica.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Dermatite de Contato Alérgica

Condição uni ou bilateral, freqüente, geralmente causada por sensibilidade a medicação tópica ou esmalte de unha, provocando reações tipo IV.
As reações tipo IV dependem de um processo de sensibilização e por isso não surgem na primeira vez que se tem contato com determinado produto, mas sim após algum tempo.

Sinais e sintomas

Eritema localizado, com formação de discretas vesículas exsudação e descamação. Prurido é o principal sintoma.

Diagnóstico
1-Clínico.
2-Teste de contato.

Diagnóstico diferencial

-Dermatite de contato por substâncias irritantes.

Tratamento

1-Aplicação tópica de creme contendo corticóide. Ex.Hidrocortisona 1%.
2-Compressas frias para alívio dos sintomas.
3-Identificação e remoção do fator causal, com possível uso de substâncias hipoalergênicas.

Edema Alérgico Agudo

O edema alérgico agudo em torno das pálpebras pode ser causado por reações de hipersensibilidade tipo I (anafiláticas, imediatas, IgE-mediadas) incluindo o edema angioneurótico e urticária.

Causas

Picadas de insetos, alimentos e drogas causam o edema angioneurótico.

Sinais e sintomas

Edema e eritema uni ou bilateral, indolor, depressível da pálpebra e região periorbitária.

Tratamento

Anti-histamínicos sistêmicos podem ser úteis, juntamente com compressas frias.
Detectar o agente causal é a melhor maneira de prevenir recorrências.

DISTÚRBIOS ALÉRGICOS

Tumores ciliares

Tumores de origem ciliar incluem: tricoepitelioma, tricoadenoma, tricofoliculoma, triquilemoma e pilomatrixoma. Todos são benignos e extremamente raros

Distiquíase

Essa condição designa uma dupla fileira de cílios.
Poucas palavras em oftalmologia são mais deturpadas que a distiquíase. Ela é freqüentemente confundida com triquíase e, às vezes, pronunciada erroneamente como "distriquíase". Parte dessa confusão certamente advém do fato de o prefixo da palavra não ser o latino dis (dificuldade), mas, sim, o grego di (duplo). O sufixo grego stichos completa a palavra, significando fileira.
Os termos "tristiquíase e tetrastiquíase" são usados para designar condições congênitas caracterizadas pela presença de, respectivamente, três e quatro fileiras anômalas de cílios.

Sinais e sintomas

Segunda fileira ciliar anormalmente posicionada atrás da linha cinzenta, usualmente nos orifícios das glândulas de Meibomius.
Através do atrito dos cílios contra a conjuntiva e a córnea, pode trazer sérias conseqüências como erosões recorrentes, conjuntivite ou ceratite infecciosa, abscessos corneanos, cicatrização, vascularização corneana e perda da acuidade visual.

Causas

1-Congênita: Para alguns, como Duke-Elder, o termo deveria ser aplicado unicamente para estes casos.
2-Adquirida: Síndrome de Steven-Johnson.

Tratamento

1-Epilação mecânica: Rápida, barata e simples de ser realizada, mas é apenas uma medida temporária, pois os cílios crescem novamente em 2 semanas ou menos.
2-Eletrólise: Índice de cura varia de 50 a 80%, pode ser realizada apenas em casos com pequeno número de cílios pois, se aplicada em áreas extensas, pode causar deformidades palpebrais.
3-Crioterapia: Índices de sucesso de 56% após uma única aplicação e de 90% após 2 sessões de tratamento. Suas complicações, devido a destruição dos cílios não ser localizada, chegam à índices de 26% e incluem "notching", necrose palpebral, úlcera corneana, aceleração na formação de simbléfaro, reação tecidual extremamente severa, despigmentação da pele, xerose, celulite, reativação de Herpes e até perda visual permanente.
4-Cirurgia
5-Irradiação
6-Laser: O laser de dióxido de carbono tem efetividade idêntica à crioterapia e ao laser de argônio, mas produziu afinamento tarsal em 62% dos casos contra 12,5% produzido pela crioterapia e pelo laser de argônio, pois a energia não é tão precisamente dirigida como pela lâmpada de fenda e sua mira é 10 vezes maior que a do laser de argônio.